Perguntas e respostas sobre o fenômeno Momo no WhatsApp

Número de celular japonês exibe foto de perfil monstruosa. Para especialista, informações repassadas por usuários podem ser usadas em golpes online.

O nome tomou as pesquisas na internet e chegou às capas de jornais: WhatsApp da Momo. Com direito à perturbadora imagem que você vê abaixo, o fenômeno circula pelo mensageiro mais popular do país ao tocar em pontos polêmicos: crianças, segurança digital e lenda urbana.

Desde então, virou assunto em grupos de pais em redes sociais. Numa das publicações mais compartilhadas na rede, o publicitário Jorge Freire, de São Paulo, relatou o momento em que descobriu a Momo. Lá estavam os olhos arregalados e a aparência que lembra a personagem do filme “O Chamado”.




O que é Momo?


Momo é o nome dado a um suposto usuário de WhatsApp. Quem avistou primeiro a situação foram jornais de língua espanhola, na semana passada. Eles esclareceram que uma espécie de corrente instava crianças e adolescentes a salvar na agenda de contatos do celular um número do Japão (+81). Desta forma, poderiam conversar com um suposto personagem maligno.

De lá para cá, outros números de telefone – de diversos países – também foram atribuído à Momo. Além disso, segmentos da imprensa passaram a dizer que se tratava de um chatbot, um robô virtual programado para responder mensagens como se fosse uma pessoa.


Nós fizemos o teste: adicionamos o número atribuído à Momo, mas a personagem não nos respondeu.

Quem é a mulher da foto?


Adicionar o suposto número da Momo logo mostra a foto de perfil da mulher acima. O enquadramento dá a entender que é uma pessoa, mas na realidade retrata uma escultura realizada no Japão. Não se trata de montagem no Photoshop, mas sim do trabalho de um artista.




Qual é o maior problema do fenômeno Momo?


Crianças e adolescentes parecem ser o alvo do perfil, que supostamente participaria de bate-papo. Usamos aqui o verbo na condicional pois, nos testes do TechTudo, os números atribuídos à Momo não responderam nossas mensagens.

O especialista em segurança digital Thiago Marques, da empresa Kaspersky, explica o seguinte: “Recentemente tivemos o episódio da Baleia Azul. Há um risco maior porque você tem o seu filho conversando com um estranho. O teor das mensagens não é sadio: a pessoa vai tentando buscar mais informações sobre a sua família. Mais tarde, estes dados poderiam ser usados em algum ataque mais completo, ao utilizar a confiança estabelecida com o jovem para pedir o número do cartão de crédito. Também poderia instá-lo a acessar um formulário com informações pessoais.”



Fonte: TechTudo